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A verdade. De verdade.

“Querida Patrícia, permita que a trate assim, vejo-a todos os dias… já é praticamente da família”. “Cara Patrícia, como é que consegue acordar tão cedo e estar sempre com um sorriso, para nos acordar a nós, cá deste lado? Obrigada!”. “Olá, Patrícia. Parabéns, pelo seu talento. Se me aceitar como amiga no Facebook, fico muito grata”. “Boa tarde, Dra. Patrícia. Como está? Bons olhos a vejam, andou fugida dos nossos ecrãs”. “Olá, está com gripe? Chá de gengibre e limão. Faz milagres”. “Olá, Patrícia, espero que esteja melhor na sua luta contra a bactéria. Faz-nos muita falta de manhã mas queremos que volte boa! Força”.

Todos os dias recebo mensagens como estas. Sim, são reais. Sim, são escritas por pessoas.

De manhã sou, tantas vezes, a única companhia que milhares de espectadores têm. Tenho essa consciência. Nos sítios mais recônditos, onde às vezes só chega mesmo a luz do sol, e a quem nunca ouve outra voz durante o dia, além da minha.

Somos a família, aquela cara de que se gosta tanto, aquela pessoa que está ali, todos os dias, àquela hora. É por isso que um sorriso me custa pouco.

Sei que, do outro lado, alguém está a sorrir de volta para mim. Pode ser em Viseu, em Portalegre, em Lagos, Leiria ou Lisboa, África do Sul, França, Canadá.

Um sorriso é o que temos de mais especial e é o que custa menos a oferecer a alguém. E se há altura do dia em que escasseia… é de manhã! Para quê poupar? Confesso… quando cheguei a este horário eu não sabia isto. Acordava tantas vezes mal-humorada. Percebi que não fazia sentido. Se estávamos vivos e nos tínhamos uns aos outros para quê reclamar?

E confesso outra coisa: é muito bom sentir o carinho do público. Afinal… para quem trabalhamos nós? É bom saber que alguém está a ver, nem que seja porque acha mal qualquer notícia, comentador ou outra coisa que dissemos ou fizemos (sim, também recebo mensagens menos bonitas!). São 3h30 em direto, todos os dias. A perfeição não existe, mas o esforço sim, a dedicação, a entrega.

Perguntam, com frequência, o que mais gosto que digam de mim e do meu trabalho: gosto que digam que percebem tudo o que eu digo, que me entendem. É esse o meu objectivo, ser eficaz, fazer a diferença, chegar ao outro lado, a quem me vê. Comunicar é isso, é ter consciência que se é o veículo da mensagem e que podemos ir de bicicleta, de moto… mas eu gosto de altas velocidades!

Eu sou feliz a trabalhar, acho que isso se nota, mas se não houver um propósito, um sentido, um objectivo… não tem lógica. O retorno, o feedback do público é o que faz a diferença.

Qual é o segredo? Ter a certeza de que se está no sítio certo. À hora certa. 6h30, bom dia! Seja bem-vindo ao “Diário da Manhã”.

O meu artigo de opinião para lerem aqui.

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“Gostava de receber um pack com 500 horas de tempo extra”

A Selfie fez algumas perguntas sobre o Natal e eu respondi. Para ver em www.selfie.iol.pt

1. Natal é…

… é família, é amor.

2. Qual é a memória mais especial que guarda do Natal?

Guardo na memória um Natal que passámos todos juntos em casa dos meus avós, há muitos anos. Éramos miúdos, acho que foi no ano em que os meus avós maternos comemoraram 50 anos de casamento. Foi uma animação.

3. O que é que costuma comer na noite de Consoada e qual o doce favorito?

Não sou nada fã do bacalhau cozido na noite de Natal. Fazemos sempre bacalhau, mas com natas ou à Gomes de Sá, ou outra coisa qualquer. Agora cozido, não! Sou perdida por Bolo Rei, assim em larga escala. É a única coisa que como sempre, todos os dias, várias vezes ao dia!!! Também adoro os mais tradicionais e conventuais, mas como este ano me tornei intolerante aos ovos só vou poder olhar. Lá terei de comer Bolo Rei, que chatice!!!

4. Quantos presentes costuma oferecer e quantos recebe? Pensa e compra com antecedência ou é tudo à última hora? Tenta oferecer sempre presentes personalizados?

Não sou nada certa nos presentes. Este ano ainda não comprei nem pensei em nada. Acho que há dois anos comprei coisas em setembro, imagina. Mas quero fugir das confusões. Vou fazer uma lista e aproveitar que tenho tempo à tarde e antes da hora de almoço e compro tudo de uma vez só. Gosto muito de pensar um presente para cada pessoa. Comprar em larga escala faz-nos iguais e as pessoas não são todas iguais. E tento dar sempre o meu toque.

5. Para quem é o presente de Natal mais difícil/especial de escolher?

Não sei… talvez para os meus pais. Tentamos sempre otimizar e oferecer coisas que façam falta, mas, às vezes… Não precisamos assim de nada em especial, e, nesses casos, é difícil.

6. Qual é o presente de Natal ideal para si?

Eu não sou nada esquisita com presentes e acho que nem nunca troquei nada que me tenham oferecido. Quem me conhece sabe bem o que oferecer. Eu gosto de coisas simbólicas, nada de extravagâncias. Gosto de livros, velas, cremes… Este ano, dava-me jeito receber um pack com 500 horas de tempo extra. Fica a dica!

7. Costuma fazer a árvore de Natal? Sozinha ou com ajuda?

Em minha casa sou só eu, por isso a árvore de Natal é um cone cheio de vitrilhos de várias cores: simples, rápido e limpo! Depois, tenho algumas figuras que vou colocando pela casa, faço um centro de mesa com as velas do advento e acendo uma cada semana, até ao Natal.

8. Quem é que se costuma vestir de Pai Natal? Até quando acreditou?

Normalmente é o meu primo. No ano passado foi o pai dele, o meu tio, porque ele estava a trabalhar e podia não chegar a tempo. Acreditei até aos oito anos, acho. Foi até à noite em que apanhei a minha mãe a por os presentes na chaminé. Os meus pais ainda tentaram mudar-me a ideia, mas não havia nada a fazer. Caiu um mito naquele instante!!!

9. Quando, onde com quem costuma passar o Natal?

O Natal é em família, na terra, enquanto não tiver a minha. Nos últimos anos tem sido em casa dos meus primos maternos, que têm filhotes pequeninos. Passo lá com os meus pais, os meus tios e os miúdos. Este ano vai ser mais triste. Vamos ter um lugar a menos na mesa. Perdemos o meu padrinho, em abril.

10. Qual a figura favorita do Presépio?

O Presépio está todo o ano na minha sala. O Menino Jesus é a minha figura preferida. Um menino frágil, que consegue concentrar a atenção do Mundo, motivar a partilha e distinguir o essencial do acessório. Só quem anda muito distraído pode pensar que o Natal é presentes. Natal é espírito e não oferta. É celebrar a vida, é união e gratidão.