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Deja Vu.

Não pensava, sinceramente, que veria imagens parecidas com as que registámos no ano passado, em Pedrogão Grande, durante os incêndios. Foram tempos complicados, de cobertura noticiosa. Fiquei em estúdio, não fui para o terreno mas nem por isso me consegui distanciar da imagem daquela estrada nacional onde tantas pessoas morreram. De forma voluntária, foi inevitável imaginar a aflição de alguém que percebe que os dias acabaram, que sente o fim, que depois daquilo… não haverá nada. Ter consciência é, ao mesmo tempo, o melhor e o pior que nos pode acontecer, na vida. 

Ao ver as imagens da Grécia tive um arrepio. Achei que não iria ver isto de novo e… enganei-me.

Não vos consigo explicar o que se sente ao ler e repetir “26 pessoas pessoas foram encontradas carbonizadas, abraçadas”. Não consigo. Isto é um filme de terror.

13 meses separam as imagens.

Grécia, Julho 2018

Pedrogão Grande, Junho 2017

 

Fotografias: Google.pt

 

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A da moda?! A sério?!

HP(coisa mais querida da minha vida… ou então não!), há muito tempo que não conversamos por isso vamos lá falar aqui as duas… Agora és a bactéria da moda?! A sério, não me faças rir?! Andas a incomodar ainda mais pessoas? Quando é que isto acaba? Já não bastava seres chatinha como ainda por cima és uma ‘maria vai com todas’. Não sei que te faça, a sério.

Queria acreditar que eu seria daquelas que resistia à tua presença que aguentava e suportava, muito em silêncio, aquilo que tu bem decidias fazer… mas afinal, não: tenho recebido tantos mas tantos relatos de pessoas que estão contigo pelos cabelos. E conheço muitas que nem sequer conseguem o antibiótico porque está esgotado. Sinceramente…

Deixa as pessoas ou, pelo menos, não sejas chata. Deixa-as fazer a vida normal, não provoques mal estar, indigestão. Vá lá, peço-te. Se podes ficar aí sossegada por que não ficas? Que isto seja um assunto só entre nós duas e que ainda não está resolvido, eu bem sei. Não penses que eu ando distraída, tenho-te ‘debaixo de olho’.

Mas olha… já gostei menos de ti… aprendi e aceitei. As pessoas não se mudam, todos os dedos da nossa mão são diferentes, não é…? Quem disse que com as bactérias seria diferente?! Vá, deixa lá a tua marca na minha vida. Eu depois mostro-te o caminho da saída. Em direcção à rua. Tipo labirinto.

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Os dias não se repetem. E é pena.

Não podemos nada contra o tempo perdido, o dia passado, o que já foi. Há dias, todos os dias, que não se repetem e há pena nisso, há magoa pelo bom que não será mais, há tristeza pelo mau que nos tirou em cada minuto, 60 segundos de felicidade.

Encontramos as nossas pessoas e, passados tantos anos, elas são as mesmas, não mudaram. Elas são e nós somos o que deixamos há 15 anos. E isso nunca terá preço.

Os dias têm sido bons. O sol tem sido generoso como que a recompensar por tudo o que passou. A preparar para o que aí vem, que é tanto, e faz encolher o corpo todo. Ao mesmo tempo obriga a encher o diafragma, a levantar a cabeça, sorrir e agradecer… Ainda que a saga não tenha terminado. Sem medos, sem energias negativas. Até porque o cantar dos passarinhos e das cigarras não deixa espaço para isso.

Deus dá as maiores batalhas aos seus melhores soldados. Em frente! Siga!

 

 

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5 Perguntas a Fátima Lopes

Não precisam mesmo que vos apresente a Fátima Lopes, pois não? Apresentadora da TVI e minha amiga. Chegava, só para esta conversa.

1- O que te fascina, todos os dias, na televisão?

O que me fascina são as pessoas e as suas histórias. É maravilhoso perceber como a vida consegue surpreender-nos muito mais do que a imaginação mais fértil do mundo. As muitas lições que recebo através dos testemunhos diários, são de uma riqueza incalculável.

2- O que ainda te falta fazer, dentro e fora da televisão?

Ui, tanta coisa. Em televisão falta-me tempo para fazer mais reportagens, indo aos locais das vivências de alguns convidados. E gostava de ter oportunidade de fazer mais reportagens temáticas, como já fiz algumas, com o meu enfoque e a minha sensibilidade.

3- O que fazes quando não estás na televisão?

Grande parte do tempo dedico-o aos meus filhos. Gosto de participar nas actividades dos meus filhos e fazer programas com eles. Mas também cuido de mim. Faço yoga 3 vezes por semana, retiros espirituais, caminhadas, convívios com os meus amigos. Coisas simples, mas que me fazem feliz.

4- Há mais de um ano lançaste a tua plataforma: Balanço?

É muito positivo, porque aprendemos todos muito. Para muitos dos que nos acompanham, foi a oportunidade de conhecer e mergulhar em áreas que até agora estavam longe da sua vida. Viver de forma saudável e equilibrada, dá muito trabalho, mas são cada vez mais os que se querem atrever a começar a mudar. (Entretanto, o Simplyflow foi lançado com apoio Media Capital, na plataforma IOL). 

5- Tu também és assim… simply flow?

Completamente! Até porque é a forma mais sensata e inteligente de viver. A vida é tão bonita. Porque é que não havemos de a deixar fluir para a conseguirmos saborear ?

 

 

A Fátima tem o melhor abraço do Mundo. E pronto, vou usar esta frase como partida para tudo o resto. O abraço da Fátima é daquelas coisas que percorremos grandes distâncias para ter. Estão a ver aquele momento em que, às vezes, o Mundo pára? É porque está a abraçá-la, só pode. É aquele porto de abrigo, aquele sítio onde podemos baixar os ombros porque não é preciso defendermo-nos de nada, aquele silêncio que diz tudo, aquele conforto que nos enche a alma com a coragem precisa para enfrentar o resto do dia. É o meu caso, eu que tenho a sorte de a abraçar antes do meio dia, seja nos corredores, no guarda roupa ou no recato do seu gabinete. E sim, o abraço é sempre igual em público e em privado, essa é outra das razões para sermos amigas, não há máscaras. Sempre a conheci assim: disponível, afável, carinhosa mas sei que não é para todas as pessoas. É outra das características que mais lhe gabo: discernimento, lucidez. Aprendo tanto com a Fátima, a nível profissional, sempre pronta a aconselhar; a nível pessoal, a fazer crescer. Foi com ela que aprendi que o chakra do amor é verde, a fazer estalinhos com os dedos para invocar boas energias (ahahah… como não?!) a desenvolver o lado mais espiritual e a ver sempre o lado bom da vida, que ainda não estava completamente desenvolvido em mim.

Depois… a sua força. Assim, daquela que arrepia de segura que está, do que enfrenta, do que revela mesmo que por dentro esteja a definhar. Esta mulher é uma força da natureza. É boa pessoa. É inteligente. É divertida. É verdadeira, sabe de onde veio e que regressa para braços quem a ama. É exímia na sua função, o seu trabalho está à vista de todos. Recordo-lhe uma frase que me ficou na memória: ‘somos (nós que trabalhamos em televisão) atletas de alta competição, somos avaliados todos os dias, a cada instante”. Nada mais certo, mais difícil e imediato. (Há outra ainda mas essa vou guardar só para ti) Não é fácil manter a lucidez quando tudo o que mais queremos é… fugir dali. E a Fátima fica, com o maior nível.

É das poucas pessoas com quem me encontro fora da empresa porque tenho um orgulho assim desmedido em ser sua amiga. Quem não conhece esta mulher não sabe o que perde!