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A Teresa e o 9C

O lugar da Teresa era o mesmo que o meu. Quando cheguei ela já estava sentada e, rapidamente, se mudou e chegou à janela. O rosto pareceu-me familiar mas a verdade é que nunca a tinha visto.

Ela dormiu quase toda a viagem para o Funchal. Acho que eu também… travámos conversa apenas na altura da refeição, uma sandwich de ovo e um pastel de nata. Precisavam ver a cara dela quando devolvi o bolo e retirei o ovo do pão: ‘é vegan?!’, perguntou muito chocada. ‘Não’, respondi, ‘sou intolerante’.

Depois dela ter achado aquilo a coisa mais estranha da vida (confesso que eu também, toda a vida comi ovos) lá me contou que os pais viviam no continente mas a mãe era madeirense, que estudava no Colégio Moderno e tocava violino. Vinha passar férias ao Funchal e principalmente, a Porto Santo. Ah, e tinha estado fora de casa até à meia noite, na véspera. Uma loucura para uma menina de 14 anos.

Pegámos no violino, saímos do avião e fomos recolher bagagem. Estavam uns miúdos franceses, muito excitados  com o momento (ponham muito nisso!). Deviam ter a idade dela mas a Teresa olhou para mim e, com toda a propriedade de uma menina crescida, disse “bolas, já reparou que as malas são mais educadas que as pessoas… ?”.

Naquele instante, eu agradeci que aquela miúda estivesse sentada no lugar que estava marcado para mim. (Será que estava mesmo…?)

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Bom diiiiia!!!!!

Não me canso de dizer bom dia, foi um vício que apanhei e que agora vou repetir aqui muiiiitas vezes!

Sejam bemvindos!

Deixem-me contar-vos a história do ‘nunca’.

É muito simples, conto-a em 2 linhas: a Patrícia que conhecem nunca quis trabalhar em televisão e, adivinhem… também nunca quis ser pivot. Mais, política e economia (Uuuui!!) eram dois dos grandes terrores da vida, logo, jamais pensar em estudar estas áreas.

Na vida apenas escolhi ser jornalista. Sinceramente, acho que é por isso que tenho sido tão feliz.

E agora… Escolhi este blog. Viver é partilhar. Por isso, aqui vou partilhar. Ser jornalista é privilegiar o momento, estar atenta à realidade, ouvir, cheirar, provar do que somos feitos, afinal. É sentir que se é a pessoa certa, no sítio certo, à hora certa.

E contar a história, sem a guardar, para que seja sempre relembrada.

Mas o jornalismo, tal como a vida, tem pessoas dentro porque são as pessoas que valem a pena, sempre. Aquelas com que nos cruzamos, ou aquelas que escolhemos ter ao nosso lado, e ainda as outras que a vida nos dá. Porque nada, rigorosamente nada, acontece por acaso.

Espero que se divirtam, eu vou fazer por
isso! Obrigada e… Vemo-nos por aqui!