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Web Summit

Há umas semanas recebi uma mensagem de um querido amigo que perguntava: “A 4a Revolução Industrial ou 4.0, a Inteligência Artificial, a Robótica, os Intangíveis e o Motor Impossível (NASA)  põe em causa o paradigma actual e as leis da ciência e da física? Concordas?”. Respondi: “Não, acho que as máquinas não põem nada em causa. O que está em causa é o que se faz com elas, A responsabilidade é de quem programa, de quem projecta, investiga. As máquinas servem para ajudar no desenvolvimento da Humanidade. Facilmente se perde o controlo se não houve a clara noção e certeza do lugar onde se quer chegar”.

Ontem, Stephen Hawking disse na abertura da Web Summit que “a inteligência artificial pode ser boa ou má. depende dos humanos”. Não podia estar mais de acordo.

Dois robots estiveram à conversa na Web Summit, hoje, para espanto de muitas pessoas. Na verdade, falou-se muito de Inteligência Artificial (AI) ao longo do dia. Destaco a ajuda que a AI pode dar na identificação de crianças desaparecidas, através de reconhecimento facial. O sistema está desenvolvido nos Estados Unidos mas o objectivo é que chegue a todo o Mundo.

Brian Krzanich, CEO da Intel, explicou as vantagens de milhões  de dispositivos estarem conectados, ligados em rede, para o desenvolvimento da IA.

 

Enquanto isto… 2.500 jornalistas trabalhavam como podiam, na Media Village.

A minha passagem pela Web Summit foi rápida, hoje, mas ainda deu para descobrir a TICO, uma app de mensagens que tem como objectivo filtrar as mensagens que recebemos, de acordo com o local onde nos encontramos. Ou seja, se definirmos o local para “trabalho“, a app só aceita mensagens de quem está associado a esse grupo. Se chegamos a casa, e mudarmos a localização para “casa”, a app passa a receber mensagens de amigos e família. O objectivo é, além de filtrar, ajudar-nos a focar nas várias tarefas que precisamos desempenhar. Não estou a inventar se disser que TODOS perdemos tempo a mais nas redes sociais quando devemos estar mais focados no trabalho, certo? Eu sei que não me deixam mentir!

Além de ter achado a ideia curiosa (a minha forma de evitar é esquecer o telefone durante umas horas), a pessoa responsável por esta app vem de Taipei, Taiwan, do outro lado do Mundo. Isso demonstra bem o carácter universal desta cimeira. Mais, foi a única pessoa, de todas as startup que vi, que se dirigiu a mim para me convidar a conhecer o seu negócio. Este género de nova economia vive muito da capacidade de a comunicar às pessoas, aos investidores, ao público, em geral. Está disponível para download.

 

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Globalização, empresas e borboletas

“Num mundo globalizado, o bater de asas de uma borboleta na Amazónia bastaria para desencadear um terramoto no Texas”.

A frase do matemático Edward Lorenz não podia fazer mais sentido nem estar cada vez mais perto da realidade. Mas é preciso perceber o que é a globalização. Esta palavra que anda na boca de toda a gente, ainda mais nestes dias de Web Summit em Lisboa (um dos evento mais importantes para o país, já lá vamos).

Globalização pode ser tanta coisa… que fiquemos por estas duas possibilidades: “significa ligar as acções e os destinos de cada indivíduo, organização complexa- seja ela uma sociedade comercial ou uma universidade- e comunidade, por exemplo, a uma nação, às de outros indivíduos, organizações e comunidades” (Bonaglia e Goldstein, 2003). Zygmunt Bauman é mais pragmático e tem a definição que pode reunir o maior número de adeptos: “a globalização é a desvalorização da ordem enquanto tal”, era/é vista fundamentalmente do ponto de vista mercantil.

No entanto, é a definição de Anthony Giddens que, talvez, mais faça sentido: “a globalização significa a intensificação das relações sociais à escala mundial de tal forma que faz depende aquilo que sucede a nível local de acontecimentos que se verificam a grande distância e vice-versa”.

Voltamos à borboleta, certo?

Outros autores que defendem que a globalização é apenas uma versão moderna do colonialismo. O principal argumento desta ideia analisada, por exemplo, por Martin Khor, é a existência de normas, acordos e instituições que vêm definir, fora dos espaços restritos de cada Nação, as regras comuns de cada processo.

Eu acredito que a globalização e a tecnologia andam de mãos dadas. Concordo muito com Thomas L. Friedman do The York Times (já falei dele no post sobre os avanços tecnológicos do anos de 2007) quando diz que “ a inexorável integração de mercados, estados-nações e tecnologias a um nível nunca antes atingido, com a consequência de permitir aos indivíduos, às empresas e aos estados-nações estender a própria acção por todos o mundo mais rapidamente, mais profundamente e com menor custo do que alguma vez foi possível anteriormente”.

A globalização vem aproveitar os sistemas de ligação que nasceram com a 3ª Revolução Industrial (3ª RI) mas que, com a 4ª Revolução Industrial (4ª RI) aproveitaram a transição que cresceu desse processo. Novo, aqui, é a capacidade de estar num canto do mundo, a fazer negócio com outro canto.

Dou-vos um exemplo muito simples: em maio desenvolvi uma reportagem sobre a 4ª RI e as várias áreas em que estava a ser aproveitada em Portugal. Falei com muitas pessoas, conheci muitas realidades que me deixaram fascinada; uma empresa em Câmara de Lobos, na Madeira, altamente tecnológica, que faz a gestão de parques de estacionamento de Portugal inteiro e de Espanha e gere o recrutamento de algumas das autarquias mais importantes do país. Tudo, a partir da ilha, com poucas dezenas de trabalhadores mas com recursos humanos altamente dotados e tecnologia da mais desenvolvida a nível nacional. E depois, um escritório de advogados bem no centro de Lisboa, onde já praticamente não se utiliza papel, todos os dados são armazenados em cloud, disponíveis em qualquer lugar, desde a rua à sala de audiências, em qualquer parte do mundo.

O que se está a negociar por estes dias na Web Summit, em Lisboa, é este conhecimento, são estas oportunidades, são estas formas de fazer avançar a humanidade para que possa viver melhor, de forma mais saudável e exequível.

No ano passado estiveram representadas em Portugal 1.490 startups de todo o mundo, mais de 1.330 investidores (ainda hoje ouvi num canal de televisão uma senhora a dizer que tinha vindo da África do Sul), 677 oradores e 2 mil jornalistas. Foram precisos 3 7mil quilómetros de cabos de fibra, o suficiente para subir o Monte Evereste quatro vezes. A organização revelou que estiveram em Lisboa 53.056 pessoas, de 166 países diferentes. Este ano são 60 mil participantes.

As transmissões via Facebook chegaram a 4 milhões e foram trocadas mais de 1,8 milhões de mensagens.

Não é difícil de acreditar que a receita deste ano seja projectada em 300 milhões de euros.

Ah, e este ano, a Web Summit vai contar com 2 oradores robot. Um dos robots chama-se Sophia, tem forma humana, capaz de recriar uma série de expressões, identificar e reconhecer rostos e manter conversas fluídas.

Curiosos? Eu também.

 

(Imagens: Google)

Galeria

Outubro em imagens

Outubro foi um mês rico em imagens, nem sempre as melhores.

Fernando Medina vence as eleições autárquicas em Lisboa mas perde a maioria, numa noite de pesadelo para PSD e PCP.

O Primeiro Ministro presta explicações no Parlamento, depois dos incêndios no centro do país.

A GNR retira uma moradora de uma das aldeias cercadas pelas chamas. Este é, para mim, dos exemplos mais reais de desespero, coragem e força, tudo junto numa só imagem.

O Presidente da República conforta quem perdeu a família e tudo o resto, nos incêndios.

Obituário das vítimas da tragédia de 15 de outubro, no centro do país.

Depois das tragédias em Pedrogão Grande (Junho) e no centro do país (Outubro) as reuniões entre Primeiro Ministro e Presidente da  República deixaram de ser tão descontraídas. As trocas de acusações protagonizadas por fontes do executivo dominaram a imprensa, depois dos avisos e ultimatos no discurso de Marcelo Rebelo de Sousa.

Os Estados Unidos da América abandonam a UNESCO, a agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura..

Nasceu o ‘Deve ser de mim’. Não poderia deixar de assinalar esta data.

 

Que Novembro seja rico em (boas) notícias.

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Dia Mundial da Alimentação

Na semana passada comemorou-se o Dia Mundial da Alimentação. Mais uma vez, a actualidade desviou as atenções das efemérides e acabamos por não prestar a devida atenção à data.

Numa altura em que não pára de crescer o número de pessoas obesas no Mundo e que devem mesmo ultrapassar o valor de pessoas sub-nutridas (de acordo com dados recentes da OMS), importa olhar de forma mais cuidada (sim, mais cuidada ainda!!) para a nossa alimentação e para o que estamos a fazer errado, ao ponto de colocar a nossa saúde em risco.

A Dra. Ana Rita Lopes é nutricionista e orienta-nos nestas questões.

  1. Que dieta está na moda?

Quando falamos em “dieta da moda” não podemos restringir-nos somente a uma, mas sim a várias. Hoje em dia, verifica-se uma excessiva preocupação com a imagem corporal e, por sua vez, uma crescente procura de dietas “milagrosas”. Assim sendo, a dieta vegetariana, macrobiótica, DASH, detox, paleo e a dieta mediterrânica, são alguns dos exemplos das “dietas da moda”.

Na dieta vegetariana não estão incluídos produtos de origem animal e existe um consumo aumentado de frutas, vegetais, leguminosas e frutos oleaginosos. Se esta dieta não for bem estruturada, aumenta o risco de carências nutricionais, como por exemplo, carência de ferro, zinco e vitamina B12.

Já na dieta macrobiótica, para além da inclusão de alimentos de origem vegetal, é permitida a ingestão de peixe, reduzindo, assim, a probabilidade de carência dos minerais referidos anteriormente.

A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) surgiu com o intuito de prevenir e/ou controlar a hipertensão arterial, reduzindo o consumo de açúcares, gorduras e sal e reforçando o consumo de alimentos ricos em potássio (por exemplo leguminosas, cereais integrais, entre outros).

A dieta detox consiste na ingestão de batidos detox, isto é, batidos constituídos apenas por legumes e frutos. Contudo, estes batidos nunca devem ser consumidos em substituição das refeições, mas sim aliados a estas, uma vez que não são suficientes para suprir as nossas necessidades nutricionais diárias de proteína, hidratos de carbono e gordura.

Na dieta paleo, excluem-se os lácteos, os cereais e derivados e os produtos processados, incluindo apenas alimentos provenientes da natureza, como os frutos, legumes, leguminosas, carne e pescado. Esta é uma dieta com uma grande restrição de hidratos de carbono.

Por fim, a dieta mediterrânica privilegia o consumo de alimentos de diversos grupos alimentares, dando especial atenção às proporções recomendadas.

O meu receio, com a existência de todas estas “correntes”, é a desinformação, isto é, o excesso de informação sobre alimentação, gera desinformação. Existe um profundo desconhecimento acerca dos riscos associados à exclusão de determinados alimentos ou grupos de alimentos.

  1. Qual a mais eficaz?

Uma vez que a dieta mediterrânica assenta nos princípios de um estilo de vida saudável, que concilia a prática de atividade física e o consumo de alimentos da época, pode ser considerada como o padrão alimentar mais saudável e sustentável no mundo.

Esta dieta privilegia a ingestão de produtos locais e da época, alimentos de origem vegetal – cereais pouco refinados, fruta, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosos, bem como o consumo baixo a moderado de lácteos e derivados. Recomenda, ainda, o consumo frequente de pescado e reduzido de carnes vermelhas e a utilização de azeite como gordura de adição, tanto para confeção como para tempero.

A ingestão hídrica deve ser frequente ao longo do dia, em detrimento do vinho, que deve ser consumido com moderação.

Além disso, as confeções utilizadas nesta dieta são confeções simples e as proporções de cada grupo alimentar são respeitadas.

Segundo a Direção Geral de Saúde, a dieta mediterrânica é “considerada a par da prática de atividade física regular, provavelmente, a melhor forma conhecida de ter mais anos com saúde, sem esquecer o prazer da mesa e o bem-estar que dela decorre”. Contudo, tudo pode e deve ser adaptado, o Nutricionista é o profissional habilitado para tal.

  1. Que erro nunca devemos cometer numa dieta?

Um dos grandes erros cometidos durante uma dieta é a restrição de alimentos, que nos fornecem nutrientes essenciais face às nossas necessidades diárias. Exemplo disso são, por exemplo, dietas com uma grande restrição de hidratos de carbono. Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia do nosso organismo, imprescindível para a realização das atividades diárias.

Fazer uma dieta não é sinónimo de deixar de comer. Deve ser sim, sinónimo de uma alimentação diversificada, completa e equilibrada, com bom valor nutricional. Indubitavelmente, é importante consumir alimentos de todos os grupos da Roda dos Alimentos – os cereais/tubérculos, as gorduras, os legumes e as frutas, as leguminosas, os lácteos e a carne/pescado/ovos.

Fazer uma dieta também não é sinónimo de realizar menos refeições por dia. Antes pelo contrário, devemos fracioná-las, evitando estar mais de três horas sem nos alimentarmos durante o dia e no máximo oito horas durante a noite.

Numa dieta, ou melhor dizendo, processo de reeducação alimentar, devemos, além de realizar várias refeições ao dia, beber água, mastigar devagar e realizar as refeições num ambiente calmo. Também é crucial ler atentamente os rótulos dos produtos alimentares: quanto maior for a lista de ingredientes, mais processado é o alimento – devemos optar pelos alimentos menos processados, com listas de ingredientes mais curtas! Nesta lista, os ingredientes vêm organizados por ordem decrescente, isto é, o primeiro ingrediente é o que se encontra em maior quantidade no alimento. Assim, evite produtos alimentares cujos primeiros ingredientes sejam açúcar ou gordura, pois serão principalmente compostos por estes.

Se tiver dúvidas, peça ajuda a um Nutricionista! Assistimos hoje a uma profunda todologia, isto é, existem pessoas que pensam que sabem tudo  e que dão conselhos nutricionais sem estarem habilitados para tal.

  1. Qual o alimento que devemos consumir diariamente?

Não existe propriamente e em concreto, um “alimento que devemos consumir diariamente”, mas existem sim “grupos alimentares que devemos consumir diariamente”. Uma alimentação saudável é uma alimentação completa (que inclua alimentos de todos os grupos), variada (é importante variar os alimentos dentro de cada grupo ao longo do dia) e equilibrada (as porções diárias recomendadas devem ser respeitadas).

Segundo a Roda dos Alimentos, devemos consumir: 3-5 porções de fruta; 3-5 porções de hortícolas; 4-11 porções de cereais e derivados; 1-2 porções de leguminosas; 1,5-4,5 porções de carne, pescado e ovos; 2-3 porções de lácteos e 1-3 porções de gorduras e óleos. No centro da roda, está presente a água, que devemos consumir ao longo do dia.

As frutas fornecem-nos vitaminas, minerais, hidratos de carbono simples – frutose – fibras e antioxidantes. As hortícolas são excelentes fontes de vitaminas, minerais, água e fibra solúveis.

Os cereais e derivados garantem o aporte de hidratos de carbono complexos, que são a nossa principal fonte de energia. São também fontes de minerais, como o selénio, o potássio e o magnésio e de vitaminas (vitamina B1, B2, B3, B6 e C).

O grupo das leguminosas fornece-nos hidratos de carbono, proteína de origem vegetal, fibra, vitaminas do complexo B e potássio.

A carne, o pescado e os ovos têm na sua constituição proteínas de alto valor biológico e gordura. Devemos evitar as carnes vermelhas, por serem ricas em gordura saturada, e privilegiar o consumo dos peixes gordos, que pelo seu teor em gorduras insaturadas e ácidos gordos ómega-3.

Os lácteos fornecem-nos proteínas de alto valor biológico, fósforo, magnésio, zinco, cálcio, vitaminas do complexo B, vitamina D e vitamina A.

Em menor quantidade, devemos consumir gorduras e óleos, que são fontes de lípidos, colesterol e vitaminas lipossolúveis.

E por fim, a água auxilia no transporte dos nutrientes para as células e na eliminação de substâncias tóxicas, sendo também importante na regulação da temperatura corporal.

Concluindo, devemos incluir no nosso quotidiano, alimentos de todos os grupos, nas porções recomendadas e ir variando entre os diferentes alimentos que compõem cada grupo. Com isto não queremos dizer que alimentos menos saudáveis como doces, gelados, entre outros, não possam fazer parte de uma alimentação saudável, desde que o seu consumo seja moderado, isto é, constituindo a exceção e não a regra. Nada de fundamentalismos! Os fundamentalismos geram obsessão e uma profunda desilusão quando não seguimos vincadamente o que consideramos certo… Não existem pessoas perfeitas, nem padrões alimentares perfeitos, pense nisto!

  1. “Devemos parar quando o nosso corpo…”

Devemos parar quando o nosso corpo nos mostra sinais, como fraqueza, cãibras, fadiga ou dificuldades de concentração. Por exemplo, dietas restritas em hidratos de carbono podem levar ao aparecimento destes sintomas. Apesar de muitos indivíduos decidirem perder peso e abdicarem do consumo de hidratos de carbono, é de salientar que estes são essenciais ao nosso organismo e precisamos deles para obter a energia necessária para a realização das atividades diárias, ainda que o objetivo seja a perda ponderal.

É importante conhecermos o nosso corpo e sabermos “ouvi-lo”.

 

 

Pensei em editar as respostas da Dra. Ana Rita, algumas são bastante longas. Mas depois decidi que não o devia fazer, o tema interessa a todos e as respostas podem (e devem) ser consultadas várias vezes.

A Dra. Ana Rita é presença assídua no Diário da Manhã para falar de nutrição. Aos 30 anos é a Coordenadora da Unidade de Dietética e Nutrição dos Hospitais dos Lusíadas. Não é difícil perceber porquê: o seu empenho, dedicação, profundo conhecimento e imenso sentido de missão permitiram essa ascensão rápida. A Dra. Ana Rita não é fundamentalista da alimentação e eu aprecio mesmo muito isso. Educa sem impôr, explica sem tentar convencer, partilha informação sem querer fazer-se valer. É rara.

Com a Ana Rita (deixemos o título para trás) consegui o que raramente permito aos convidados: estabelecemos uma relação de grande amizade e confiança e, não raras vezes, dizemos ‘bom dia’ uma à outra. Hoje, por acaso, foi um desses dias. Qualquer que seja a hora ou o momento, a Ana Rita tem sempre este sorriso envolvente que nos faz sentir em casa. Lembro-me que das primeiras vezes que foi ao programa levou um cesto de fruta da época (por acaso acho que estavamos no Outono) e foi uma delícia. Há lá melhor que coisa do que fazer o que se gosta e, ainda por cima, ter imensa sorte de receber na nossa casa pessoas assim? Tenho a certeza que não.