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E agora, Zuck?

Mark Zuckerberg vai ao Congresso norte-americano esta semana admitir ‘a bondade’ dos fundadores do Facebook. Ou será antes inocência? Falta de visão? Ingenuidade?

O Facebook (FB) surgiu em 2007 quando se deu um boom das grandes potencias digitais (YouTube, Twitter, RB & B) tem mais de 2 biliões de contas, em todo o Mundo, de acordo com a última actualização. Os seus fundadores projectaram a perfeição, como admitem, “o FB é uma companhia idealista e optimista. Durante a maior parte da nossa existência, estivemos focados em todo o bem que  conectar pessoas pode trazer”. Mas a verdade é que a passividade em relação a todo o restante potencial permitiu que alguém aproveitasse a imensa rede que liga pessoas em todo o mundo a uma velocidade estonteante para crescer e praticar o outra lado ‘menos bonito’.

As notícias sucedem-se, o apontar de dedo também (principalmente aos russos) pela intrusão nos mais diversos assuntos, eleições americanas principalmente. Procuram-se razões para as coisas que aconteceram, culpados, mentores.

Esta justificação de que se acreditou no ‘lado idealista’ é lógica? É, não conseguiram perceber o alcance que o FB podia ter  a nível mundial. Num primeiro momento, a rede foi criada para ligar uma comunidade escolar.

Se a explicação é suficiente? Não. Porque surgiu tarde e só depois de provadas as ingerências russas na rede e após o FB perder brutalidades de quantia em bolsa. É óbvio que Zuckerberg tem de assumir esta responsabilidade, é CEO para o bem e para o mal, mas não pode dizer, nesta altura que não imaginava o que pudesse acontecer.

Porque agora…  já ninguém acredita na teoria da ingenuidade.