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#3 Mudou muito a minha rua quando a Covid-19 chegou

… ainda se consegue ver a lua mas o trânsito quase que parou.

Ali, naquele corrimão, vi dois homens à conversa. Um estava de máscara e luvas. Outro, sem qualquer cuidado, estava agarrado à estrutura. Eu estava na varanda e ouvi-os.

– Pois, isto agora é esta porcaria. Agora andamos todos assim.

– Tem de ser, é assim que precisamos de nos proteger!

– Proteger, proteger…. esta treta agora…!

– É por pensarem como tu que estamos como estamos. Olha, isso que estás a fazer (agarrar o corrimão sem luvas) é que vai espalhar o vírus. Muita gente pensa como tu e esse é que é o problema.

Pois é. Esse é que é o problema. Falta de cuidado, para consigo mas para com os outros. É tão difícil de perceber que está a resultar ficar em casa, evitar contacto social, distanciamento? Como diz uma prima com imensa graça, largueza. Muita largueza.

Não tenham medo, nós voltamos uns para os outros. Pode demorar mas voltamos. E quando voltarmos… vai parecer o primeiro dia do resto das nossas vidas.

 

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#2 Mudou muito a minha rua desde que a Covid-19 chegou…

… ainda se consegue ver a lua mas o trânsito quase que parou.

Hoje saí. Finalmente, 14 dias depois saí. Com cuidados, sem tocar em nada, quase com medo de respirar. As compras básicas, um percurso mais lento (apenas) para sentir o ar na cara, entre as janelas do carro.

Onde foi que me perdi?

Qual foi o momento em que deixei de desfrutar da simples corrente de ar do carro? Provavelmente, no primeiro dia em que tive aulas, formação ou eventos, depois do trabalho. Aquele dia em que comecei a correr, em que não podia perder a compostura da imagem, o preceito do penteado ou a maquilhagem imaculada.

A saída valeu anos. Percebi que em 14 dias eu própria tinha envelhecido alguns.

Ao passar, vejo a esperança. Numa janela, a cor fixou-me o olhar. Fui mais perto só para registar. Para guardar aquilo que na minha rua, como em tantas ruas, nos faz erguer e nos salva todos os dias: o amor.

Vai ficar tudo bem.

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Si te gusta…

PSOE e Podemos perceberam, finalmente, que o cenário está a mudar e que o risco de ir para novas eleições é grande por que a gavalgada da direita é imensa. No próximo escrutínio arriscam ambos a perder (ainda mais) deputados e não há acordo que sirva. Mesmo assim, agora, precisam de mais suporte. Jogaram alto, não podem perder mais. O caso ‘Ciudadanos’ tem de servir de exemplo.

De qualquer forma… estou ansiosa para perceber o preço deste abraço.

 

 

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1 semana

O que se faz numa semana de infecção respiratória pós-férias? Despachamos dois livros, vemos muitas horas de Netflix (não percam a série sobre o Bill Gates- adoro mentes brilhantes, mesmo que não as entenda sempre), vamos a consultas, percebemos a dinâmica das nossas cordas vocais e calçamos as meias por que… caramba!!!!! Como mudou assim tanto?

Até amanhã, às 6h30.

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As memórias

O 25 de Abril e o Pós-Abril devem ter sido dos tempos mais impressionantes da democracia portuguesa. Não tenho dúvidas que foram os mais apaixonantes, em termos políticos. Esta fotografia guarda os quatro destacados políticos desses tempos, os quatro que fizeram a diferença, cada um no seu partido, cada um com as suas convicções mas todos com sentido comum. Foram os melhores de todos, até hoje, não tenham dúvidas.  Trabalhei no funeral de um deles, prestei homenagem no de outro. De um, só ouvi histórias e com o último que nos deixou tive honra de me cruzar.

Hoje (só) temos a memória, e a memória vale muito.

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Votem, por favor!

Este ano votei por antecipação. O meu recenseamento está registado em Abrantes e não tenho qualquer hipótese de ir lá, no domingo. Mais do que em qualquer outra altura, votar foi importante. Parecia uma criança. Eu levo isto muito a sério, por ser investigadora, por ser apaixonada pela ciência política mas, acima de tudo, por ser cidadã. Ninguém decide por mim. Fui votar para isso, para decidir. Espero que não se esqueçam que a decisão está na mão de cada um, na iniciativa de cada um, na cruz que cada um vai deixar no boletim de voto. Pessoalmente, acho que os votos em branco são um desperdício, que há (outras) formas mais eficazes de protesto e que a abstenção é uma sombra que nos devia envergonhar a todos. Mas isso sou eu.

Votem, é o que vos quero dizer.

 

 

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Desporto para todos

Regressei das férias a todo o gás! No fim de semana partilho fotos mas hoje foi dia de desporto!

Mais uma Semana Europeia. Estamos juntos, de novo, para este programa tão nobre, tão importante, com tanto sentido. A manhã no Complexo Desportivo do Jamor já prometia mas foi tudo muito melhor. Houve dança, houve futebol com caras bem conhecidas, com ex-futebolistas, atletas olímpicos, pessoas da comunicação e da estrutura do Instituto Português do Desporto e Juventude.

São precisos 21 dias para criar um hábito e 90 para quebrar um padrão, um comportamento. Usem-nos para o bem, para o vosso bem! Desporto é saúde. Encontrem o vosso desporto, a escolha é vasta.

Não temos de ser todos atletas de alta competição, precisamos é de nos mexer, fazer alguma coisa, dar o exemplo. Eu tenho o exemplo do meu pai: sempre me lembro do futsal, das corridas mas, acima de tudo, da vontade de não estar parado. Ainda hoje corre, ainda hoje se mantém activo (também) por que é jovem mas é meu pai!

Tirem e guardem os melhores exemplos! Estamos juntos. #BEACTIVE

 

A Semana Euroepia do Desporto acontece entre 23 e 30 de Setembro e podem encontrar toda a programação aqui.