Ser mulher é nascer com uma condição. E ter consciência dela. E aceitá-la. E fazer com isso o melhor que se souber.
Ser mulher é saber que há um momento em que somos só nós. Há uma altura em que por mais mãos que tenhamos a agarrar a nossa… só nós é que vamos em frente.
Ser mulher é cair 7 vezes e levantar 8, ao pé coxinho e a carregar sacos e livros nas mãos.
Ser mulher é usar saltos de 12 centímetros, partir um e continuar a desfilar com se nada fosse.
Ser mulher é fazer o jantar, estender a roupa, dar comida à criança e ainda falar ao telefone, nos intervalos.
Ser mulher é ir à lavandaria, ao supermercado, ao banco, em hora e meia.
Ser mulher é ser rocha, ser fortaleza, ser aço quando o mundo está a cair.
Ser mulher é transformar fraquezas em mais-valias.
Ser mulher é ter ‘os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão”.
Ser mulher é agradecer quando alguém diz que te ama e de modo igual quando alguém te faz saber que não te quer.
Ser mulher é escolher o que se quer, o que se tem e o que se deseja.
Ser mulher é ter sensibilidade para perceber que tudo passa, tudo muda, nada é eterno.
Ser mulher é ter resiliência para continuar a caminhar, mesmo sozinha, mesmo quando o Mundo está contra nós.
Ser mulher é acreditar que o Mundo tem algo de muito bom preparado para nós.
Ser mulher é arriscar uma palavra, um gesto, um olhar.
Ser mulher é saber parar e dizer ‘eu não mereço isto e não quero isto para mim’.
Ser mulher é sorrir para o Mundo inteiro, todos os dias, e fingir que se é feliz. Mas também correr atrás dessa felicidade, sempre, com todas as forças.
Ser mulher é receber aquela notícia, aquele diagnóstico e seguir para estúdio.
Ser mulher é seguir em frente quando toda a gente te diz ‘isso não vai funcionar’.
Ser mulher é não ter medo. De nada. Nem de um ‘não’.
Ser mulher é o melhor que uma mulher pode desejar.